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Concreto Abstracto (feat. Manel Cruz)

Mentiu, mas tu sorris, tudo bate tão certo

O ceu está limpo eis o brilho,

Um grito de fé é a força e castigo

Os olhos são as estrelas,

São eles os diamantes,

Só o meu peito sabe

Aquilo em que eu toco,

Algo tinha que ser para sempre

Não há dor nesse lugar,

Não há medo nem perda,

E não tens de dar mais que aquilo que tens

(Aaah)

Concreto como nada mais sabe ser

Concreto como nada mais sabe ser

Aguas limpidas, das colinas douradas

Rimas com fabulas, metalinguagem pralém do atlas

Magoas vividas, palavras megalíticas e eu continuo a encaixalas em quebras ritmicas

Parado na encruzilhada da vida, ilusões de grandezas, estradas de melancolia

Noite, o dia, a morte e a vida, enterrei os meus dois amores

Eu não queria

Coração louco, sem expressão no meu rosto, quando vieste ter comigo com esse olhar de desgosto

Sentimentos reais, rimas escritas nas estrelas, reflexos da lagoa e vento que apregoa

E memórias são imagens em nuvens que se movem lentamente mas que passam eventualmente.

Viver sem objetivo e como ver sem objetivo, aguardei a minha

apreciei a vida numa outra prespectiva, fecho os olhos quando acordo, o mundo vira-me ao contrario

os trocos caem-me dos bolsos mas so acordo quando caio

a realidade não usa rimel a verdade não é potavel

a simplicidade dum sorriso e um perfume é inquebravel

amizades nao se vendem, as sombras nunca coram, os animais nao mentem

as estatuas nunca choram

nunca

crianças sao minas de cristais

ao virar da esquina crianças pisam minas e murais

mal

quem é que rega o mal?

fecha a torneira, a raiz cresce cada vez mais

estranhos beijam estranhos, sonhos acorrentados, amantes atormentados, desenhos inanimados

acordo otografico nao é ortopédico, tropeço no que sinto quando quero escrever correcto.

(Algo tinha de ser para sempre)

Do meu vaivém, vejo o que vai e vem, o mal não deseja em mim, tudo vai bem

Um eterno sonhador na cidade que nunca dorme, a beleza interior é superior é uniforme

flores de varias cores, aromas e formatos, amores-perfeitos, rosas, violetas cor de Ornatos

No jasmim dospoetas dançam borboletas, essas armas so sao belas se forem canetas,

essas estrelas so brilharao se nao forem vedetas, há uma extração de uma liçao nos erros que cometas

nao metas obras em gavetas, nao faças gazetas, numerica varias facetas nao ponho etiquetas

adoro que nao prometas em letras de altruismo, ampulhetas sao grelhetas, escravidao capitalismo

se o ceu e o limite já ha muito perdi o meu, quando beijei venus no esternocleidomastoideu

Viajo num zoom, do cosmos ao atomo na cauda de um astro fotografo em macro

infinita espiral, teia que me envolve, a sequencia de fibonacci que evolve,

o corpo e a arca da eterna aliança, onde guardo vivencias desde criança, do passado ao futuro, sem passaporte, versado na arte da vida e da morte

tudo vazio deixa-me preenchido num simples sorriso, luz irradio

pixel a pixel, martelo e cinzel, pincel no papel, tons de pastel,

crio exercicio do detalhe, é um vicio, oficio, de equinocio a solsticio

deslizo no ritmo, suave veludo, menos é mais, simples é tudo

(Aah)

Concreto como nada mais sabe ser

Concreto como nada mais sabe ser

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